A antiga trajetória da minha história pré-determinada ao ventre.
O cumprimento matinal das formigas que me adotaram na infância.
A piedade que me falta ao mundo e a coragem súbita que me toma emprestado o corpo.
Os watts/cm² que pulsam no Big Bang de todos os olhos, e a intenção de toda uma vida quando se colapsa dois universos.
Aquela cor primária e inédita que está se desbotando para dar lugar a outra no meu planeta natal.
A lua quebrada, fina e líquida de Saturno e seu percurso de rio de pedra, ou ainda,
a nossa lua, que uma vez vi derramada sob o milharal a se transformar num mar de leite fosforescente silencioso.
As primeiras histórias, o prolongado e longínquo instante em que tudo é.
O momento em que as ondas agarraram pela primeira vez meu calcanhar e a minuscula vala de areia que meus pés abriram na memória.
Um movimento da saia de um vestido, um lábio que deslizou devagar pelos dentes cerrados até se libertar na velocidade do mel.
Minha intimidade perdida com o sol que ainda hoje vem me buscar pelas grades enferrujadas.
A rápida metamorfose das coisas em combustão, a corrida plasmática do azul ao laranja na chama estática.
A antiga capacidade de derreter as pedras e de as solidificar em retas alvenarias.
A graça satânica instalada no amor a colocar movimento nos homens e nas máquinas.
A furta-cor da carapaça das varejeiras e nas asas das moscas-domésticas,
A toalha de mesa xadrez com migalhas de pão e a fumaça que sobe cheia de rodeios e que o lustre captura.
O som que vem da sala preenchendo a atmosfera com a leveza de mulheres conversando aos Domingos.
A comunhão perdida com as coisas simples e amarelas a se descascar pelas beiradas, pelas quinas discretas como antigas fotografias.
O rejunte grosso e enegrecido, o vidro trincado, a cerâmica lascada, as vidas sobrepostas no processo de tudo isso, e a lenta degradação daquilo que retorna da viagem de ser.
E a profana divindade dessas pequenas coisas todas, que tem de pecado e culpa apenas o necessário.
O desejo como a efemeridade do plástico e o esquecimento como fruta decomposta.
A varredura do horizonte móvel a colorir e desbotar os ângulos e as tangentes.
A criatividade a colocar universos em grãos de areia e microcosmos em galáxias.
O perfeito ajuste do encaixe das circunferências do eclipse solar.
A imensa pequeneza que tudo isso traz aos gestos eternamente insuficientes.
A euforia gasta dando espaço ao silêncio resignado.
E os dois tigres que subitamente se erguem simétricos,
e me espreitam por detrás do canavial de seus olhos,
antecipando um segundo sua própria existência...
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Insertos incertos ou quase que nem isso
O que valeu meu dia, por ironia, foi a menina da limpeza abrindo a porta do banheiro enquanto eu estava no vaso e dizendo enquanto fechava a porta, "hoje não é meu dia..."
Isso é Brasil.
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Isso é Brasil.
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Exótico é o feio inédito
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O descrédito daqui a médio-longo prazo vai transformar os heróis em vilões e os vilões em heróis por fazerem discursos contrários ao que acreditam esperando resultados diferentes do qiue pregaram.
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O descrédito daqui a médio-longo prazo vai transformar os heróis em vilões e os vilões em heróis por fazerem discursos contrários ao que acreditam esperando resultados diferentes do qiue pregaram.
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Tentar desviar correndo dos transeuntes na Teodoro Sampaio, atrasado pro trabalho, com um guarda chuva na mão, enquanto aquela senhora de velocidade aproximada de 45cm/ano que de repente pára na sua frente para contemplar uma berinjela de cera e um rolo de papel celofane vermelho numa vitrine como se fosse o teto da Capela Sistina, é quase como dançar frevo.
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Os assuntos sobre o clima tiveram uma queda brusca agora que todos são experts em politica.
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Se eu fosse um ditador aí sim a gente teria uma democracia.
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Não é apenas sobre os R$ 0,20, mas não pode perder o foco... Entendi... mas explica de novo?
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Primeira grande mudança: os jogadores aprenderam o hino nacional.
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Feliciano deveria levar 3 tiros. Um pelas mulheres, um pelos negros e um pelos homossexuais.
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Nova proposta de lei de Feliciano pretende mudar o nome de Primavera Brasileira para Outono Inverno Brasileiro.
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Falei pro meu chefe que eu cheguei atrasado porque o universo está em expansão. Não sei se ele caiu mas ele ficou bem reflexivo.
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Antes ser um filho da puta e trabalhar pra CIA do que trabalhar para um filho da puta na C&A.
_____________________________________________
Todo mundo acha lindo quando John Lennon fala pra imaginar um mundo sem inferno, paraíso, sem religião e um mundo sem países, sem guerra e unificado e compartilhado, mas quando você fala com a mesma pessoa sobre ateísmo e anarquismo leva mais pedrada que Geni e Maria Madalena juntas.
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Que frio... Nem parece que a gente está em pleno inferno!
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Não dá pra esperar muita coisa, de certa forma até a gente foi feito nas coxas.
_____________________________________
Pra você que costuma dizer sabiamente, que frio é psicológico, eu sugiro uma experiência simples, sutil e gostosa. Por que você não vai pro Alasca? Mas não vai bem agasalhado não. Vai bem resolvido.
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Se alguém com um crucifixo invertido na testa e uma maquiagem preta nos olhos que escorre até o queixo começa a te seguir no Instagram, resta dar graças a Deus que ela não te segue pelo Foursquare.
____________________________________________
Se alguém aqui da região estiver precisando de um broca ou serra diamantada e não tiver, pra poder cortar porcelanato ou vidro, meu mamilo nesse frio consegue.
Se Deus está em todos os lugares, a imprudência de se inclinar para reverenciá-lo é que por outro lado você também o ofende.
____________________________________________
Não sou melancólico, sou feliz em slow motion.
_____________________________________
Mais divulga o funk quem mais reclama do funk.
Mais divulga o Big Brother quem mais diz que não assiste Big Brother.
Mais reclama dos estádios da Copa quem mais irão aos jogos.
Vocês só sabem falar do que não gostam? Querem que te conheçam por eliminação? Pra dar um ar de mistério?
Foda
-se
O pronome "se" será reflexivo quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo.
_________________________________________________
98-117: Imperadores Romanos acham bacanal uma ideia boa para matar o tédio.
100 milhões de pessoas no mundo.
1478: Um doutor renascentista achou que seria de bom tom lavar as mãos entre uma necrópsia e um parto e divulga a ideia.
350 milhões de pessoas no mundo.
1928: Alexandre Fleming descobre acidentalmente a penicilina.
2,5 bilhões de pessoas no mundo.
1978: Rolling Stones lança "Miss You".
4,5 bilhões de pessoas no mundo.
1990: Desodorante AXE, biquini fio dental e viagra.
6 bilhões de pessoas no mundo.
18/01/2014, 9hrs horário de Brasilia: Por falta de espaço fui encoxado por 3 km dentro do ônibus por um senhor de bengala de 75 anos.
De novo.
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Os assuntos sobre o clima tiveram uma queda brusca agora que todos são experts em politica.
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Se eu fosse um ditador aí sim a gente teria uma democracia.
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Não é apenas sobre os R$ 0,20, mas não pode perder o foco... Entendi... mas explica de novo?
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Primeira grande mudança: os jogadores aprenderam o hino nacional.
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Feliciano deveria levar 3 tiros. Um pelas mulheres, um pelos negros e um pelos homossexuais.
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Nova proposta de lei de Feliciano pretende mudar o nome de Primavera Brasileira para Outono Inverno Brasileiro.
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Falei pro meu chefe que eu cheguei atrasado porque o universo está em expansão. Não sei se ele caiu mas ele ficou bem reflexivo.
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Antes ser um filho da puta e trabalhar pra CIA do que trabalhar para um filho da puta na C&A.
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Todo mundo acha lindo quando John Lennon fala pra imaginar um mundo sem inferno, paraíso, sem religião e um mundo sem países, sem guerra e unificado e compartilhado, mas quando você fala com a mesma pessoa sobre ateísmo e anarquismo leva mais pedrada que Geni e Maria Madalena juntas.
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Que frio... Nem parece que a gente está em pleno inferno!
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Não dá pra esperar muita coisa, de certa forma até a gente foi feito nas coxas.
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Pra você que costuma dizer sabiamente, que frio é psicológico, eu sugiro uma experiência simples, sutil e gostosa. Por que você não vai pro Alasca? Mas não vai bem agasalhado não. Vai bem resolvido.
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Se alguém com um crucifixo invertido na testa e uma maquiagem preta nos olhos que escorre até o queixo começa a te seguir no Instagram, resta dar graças a Deus que ela não te segue pelo Foursquare.
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Se alguém aqui da região estiver precisando de um broca ou serra diamantada e não tiver, pra poder cortar porcelanato ou vidro, meu mamilo nesse frio consegue.
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Chantagem emocional mendigando curtida no facebook é muito feio...
Quem concorda com isso compartilha.
Quem concorda com isso compartilha.
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É impossivel determinar se as novas notas em circulação foram produzidas pela Casa da Moeda ou pela Grow.
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O corpo é um templo. Como não sou religioso, no meu tá rolando uma rave.
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Sempre que eu passava a noite na Paulista tinha um cara fazendo backing vocal e uma performance do Michael Jackson e tinha sempre uma galera grande. Mês passado chegou mais um Michael Jackson e eles começaram a fazer um dueto, mas a galera já estava um pouco menor. Agora, na semana passada tinha 3! E uma galera mais minguada ainda. Tô vendo o dia em que vão ter 10 Michael Jacksons cantando "They Dont Care About Us".
Moral da história: Num país que não vai pra frente, o moonwalk é cada vez mais banalizado.
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O corpo é um templo. Como não sou religioso, no meu tá rolando uma rave.
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Sempre que eu passava a noite na Paulista tinha um cara fazendo backing vocal e uma performance do Michael Jackson e tinha sempre uma galera grande. Mês passado chegou mais um Michael Jackson e eles começaram a fazer um dueto, mas a galera já estava um pouco menor. Agora, na semana passada tinha 3! E uma galera mais minguada ainda. Tô vendo o dia em que vão ter 10 Michael Jacksons cantando "They Dont Care About Us".
Moral da história: Num país que não vai pra frente, o moonwalk é cada vez mais banalizado.
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Jesus s(l)aves
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Deus esta nos centavos
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Só o desprezo nos une.
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Em terra de cego quem tem um olho é vendado.
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Viver é fácil. Difícil é levantar da cama.
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Saudade é o cadáver da angustia
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Não existe um emoticon de tamanho normal no chat do face? Só esse boneco de Olinda com hidrocefalia?
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Yo no creo en violencia. Pero que la ay, la ay.
Só o desprezo nos une.
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Em terra de cego quem tem um olho é vendado.
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Viver é fácil. Difícil é levantar da cama.
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Saudade é o cadáver da angustia
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Não existe um emoticon de tamanho normal no chat do face? Só esse boneco de Olinda com hidrocefalia?
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Yo no creo en violencia. Pero que la ay, la ay.
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Se Deus está em todos os lugares, a imprudência de se inclinar para reverenciá-lo é que por outro lado você também o ofende.
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Não sou melancólico, sou feliz em slow motion.
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Quando a água bate na bunda, agradeça por ser água. A satisfação do pessimista é dizer que avisou.
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Se acostumar com o Inferno não faz da vida o Paraíso.
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Facebook é a propaganda. Lulu é o procon.
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Bush, Clinton e Obama no funeral do Mandela. É como se Coringa, Duas-Caras e Mulher-Gato fossem no enterro do Batman.
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No próximo capítulo de "Amor à vida":
Leila deve morrer queimada.
Aline enterra corpo de Mariah no quintal.
Amarilys planeja fugir com o bebê para Argentina.
Só na cabeça de Walcyr CARRASCO isso é amor a vida...
Tudo isso costurado por entre propagandas de modess que fazem os homens sentirem inveja por não ovular.
Perguntei outro dia pra alguém quem era Félix e tive que ouvir um delicado "em que mundo você vive?"
Aparentemente em um em que quem não se aliena é um alienado.
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Todos os caminhos levam adeus.
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Feriado sexta!!! Seria melhor se fosse feriado religioso, só por que eu não sou religioso e iria usufruir do feriado como se fosse. Justo? Não. Conveniente? Com certeza. E por ser feriado sexta é como se hoje, Quarta-feira, fosse Quinta-feira e Quinta fosse Sexta, Sábado é Sábado mesmo por que fosse Domingo seria uma merda. E Domingo é uma merda mas parece que vai demorar mais pra chegar. . O grande porém nesta arte de se iludir é que a próxima Segunda vai cair justamente numa Segunda-Feira. Semana que vem tem outro feriado, numa Quarta-feira, que não dá nem pra fingir que Terça é Sexta, mas dá pra sentir que Quinta é Segunda. Feriado na Quarta é tão desnecessário quanto efeito especial em filme pornográfico, e como cavalo dado não se olha os dentes eu posso transformar Quarta-feira num Domingo e me dar ao luxo de pensar em questões existencialistas, e que merda eu fiz da minha vida em plena semana enquanto faço uma vasectomia com as unhas de tanto coçar o saco. Ou seja, por esta semana em que ganhamos 2 Sábados na próxima teremos 2 Segundas. Deus é pai, mas o Diabo é quem toma conta.
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Feriado sexta!!! Seria melhor se fosse feriado religioso, só por que eu não sou religioso e iria usufruir do feriado como se fosse. Justo? Não. Conveniente? Com certeza. E por ser feriado sexta é como se hoje, Quarta-feira, fosse Quinta-feira e Quinta fosse Sexta, Sábado é Sábado mesmo por que fosse Domingo seria uma merda. E Domingo é uma merda mas parece que vai demorar mais pra chegar. . O grande porém nesta arte de se iludir é que a próxima Segunda vai cair justamente numa Segunda-Feira. Semana que vem tem outro feriado, numa Quarta-feira, que não dá nem pra fingir que Terça é Sexta, mas dá pra sentir que Quinta é Segunda. Feriado na Quarta é tão desnecessário quanto efeito especial em filme pornográfico, e como cavalo dado não se olha os dentes eu posso transformar Quarta-feira num Domingo e me dar ao luxo de pensar em questões existencialistas, e que merda eu fiz da minha vida em plena semana enquanto faço uma vasectomia com as unhas de tanto coçar o saco. Ou seja, por esta semana em que ganhamos 2 Sábados na próxima teremos 2 Segundas. Deus é pai, mas o Diabo é quem toma conta.
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Mais divulga o funk quem mais reclama do funk.
Mais divulga o Big Brother quem mais diz que não assiste Big Brother.
Mais reclama dos estádios da Copa quem mais irão aos jogos.
Vocês só sabem falar do que não gostam? Querem que te conheçam por eliminação? Pra dar um ar de mistério?
Foda
-se
O pronome "se" será reflexivo quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo.
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98-117: Imperadores Romanos acham bacanal uma ideia boa para matar o tédio.
100 milhões de pessoas no mundo.
1478: Um doutor renascentista achou que seria de bom tom lavar as mãos entre uma necrópsia e um parto e divulga a ideia.
350 milhões de pessoas no mundo.
1928: Alexandre Fleming descobre acidentalmente a penicilina.
2,5 bilhões de pessoas no mundo.
1978: Rolling Stones lança "Miss You".
4,5 bilhões de pessoas no mundo.
1990: Desodorante AXE, biquini fio dental e viagra.
6 bilhões de pessoas no mundo.
18/01/2014, 9hrs horário de Brasilia: Por falta de espaço fui encoxado por 3 km dentro do ônibus por um senhor de bengala de 75 anos.
De novo.
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Engraçado a criançada voltando as aulas, uma escolinha infantil aqui na Vila Mariana ta parecendo o velório do Patati Patatá.
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Na Copa todos somos macacos, na cota é cada macaco no seu galho.
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A esperança é a ultima que morre. A cultura é a primeira.
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A esperança é a ultima que morre. A cultura é a primeira.
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O que Deus une só um advogado separa.
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Deus é pai, mas é o diabo que toma conta.
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O melhor cego é o que não quer enxergar.
O pior cego é o que não quer ouvir.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Saudade
Esse assincronismo entre o tempo e o espaço,
essa inimizade entre o corpo e a alma,
esse vasculhar nas sombras as alegrias sem contorno
como quem procura bitucas de cigarro no cinzeiro da lembrança.
É tentar ensinar equação ao coração e literatura a razão.
É estar exposto por dentro ao avesso de fora.
É se refazer inteiro no membro desfeito.
É chorar garganta abaixo o percurso do sangue por onde naufraga o peito.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Eu, que 15% de mim aos Domingos de manhã é profeta do apocalipse.
Eu, que me sinto mais perfeito quanto menos me percebo.
Eu, que no silencio pressinto uma sombria desventura ao mundo.
Eu, que sou mais triste do que útil.
Eu, que busco morrer mais leve do que nasci.
Eu, que vim do fundo do barro e que hoje me enrosco em fibras óticas.
Eu, que sou capitão de um continente em motim a deriva.
Eu, que tropeço nas fronteiras das cartas geográficas.
Eu, que possuo meus alvarás de existência em dia.
Eu, que patético me concebo o herói hipotético.
Eu, que nasci com nome, número e cú atarraxado na carne.
Eu, que igual a todos suporto uma alma que sofre de amplitude e que não se cabe muita coisa.
Eu, que me sinto mais perfeito quanto menos me percebo.
Eu, que no silencio pressinto uma sombria desventura ao mundo.
Eu, que sou mais triste do que útil.
Eu, que busco morrer mais leve do que nasci.
Eu, que vim do fundo do barro e que hoje me enrosco em fibras óticas.
Eu, que sou capitão de um continente em motim a deriva.
Eu, que tropeço nas fronteiras das cartas geográficas.
Eu, que possuo meus alvarás de existência em dia.
Eu, que patético me concebo o herói hipotético.
Eu, que nasci com nome, número e cú atarraxado na carne.
Eu, que igual a todos suporto uma alma que sofre de amplitude e que não se cabe muita coisa.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Vejo, sinto, percebo, sei e sou, de modo que tudo é real.
Aliso o plástico e sinto sua superfície deslizante, o papel, as funções pré-estabelecidas das coisas úteis e inuteis, sinto e ouço as moedas que balançam nos meus bolsos enquanto ando sob o sol que me circula e acaricia enquanto despeja minha sombra. Vejo e analiso o vai e vem das coisas e dos homens e tudo é demasiadamente compacto e pulsante, tudo são cores e sons, de modo que tudo é demasiadamente real, a buzina dos carros, o som que há fora e dentro de mim, as vitrines e a loucura estática das coisas, o cigarro e a fumaça na mão do motorista que aguarda o semáforo abrir, e em tudo há culpa, beleza e angustia. Erguem as mãos aos céus em louvor a nicotina, o açúcar, o álcool, o alumínio e a soda caustica. O suor escorre das têmporas do homem que caça o pão e o esquecimento de cada dia. E sei, por que dizem, dos milagres do mundo. Uma menina nasceu na Índia com 4 braços e 4 pernas. Um B 52 sub-sônico americano rasga os céus e dirige-se ao Oriente Médio. Aumenta a produção e o consumo de fluoxetina no mundo. ONU sugere dieta de insetos contra a fome. Em Israel descobriram uma piramide submarina. Britânicos começam evacuação da Líbia. Ocorreram 3 explosões solares em menos de 24 horas. Há 549.577 presidiários no país.... E há sobretudo em toda parte um eterno sussurrar de ventos e grandes nuvens, que talvez sejam os nossos mortos. E como tudo é milagre: uma senhora de óculos de graus de grandes lentes, lenço na cabeça, e rugas que lembram imagens do Grand Canyon capturadas a 500 metros de altitude pelo google earth, cujo rosto talvez seja o trecho desconhecido de um mundo repleto de raças, de guerras, e de credos, de injustiças e tardias redenções, embrulha peixes com o jornal de anteontem, onde uma das matérias fala sobre um homem de 35 anos que abriu-se para a morte pelos pulsos cortados. Uma outra, sem camisa exibe os seios murchos pelo paletó velho e sujo entreaberto, enquanto vocifera contra quem passa no terminal metropolitano "filho da puta", grita, enquanto pombas indecisas sobre o próximo passo, num momento de súbita espontaneidade levantam voo de curta distancia e pousam, e retomam a decidir com dificuldade o próximo passo. Um homem executa suas perversões sexuais planejadas durante a semana no trabalho, num comodo escuro, mas tem receio de que algum parente já falecido o esteja assistindo. Uma outra chora por amor na escadaria de um edifício, por onde a senhora com os peixes sobe, inabalável, ante o olhar de espanto e condolências de 5 sardinhas mortas, repletas de sentimento. Num poste o bêbado se agarra como quem agarra a própria vida, uma quantidade real e alarmante de sua bile começa a petrificar em sua calça e ao pé do poste, e sua função é servir de consolo para quem passa. O mundo acaba a todo instante e volta a se recompor no segundo seguinte. Uma criança em algum outro canto corre, e nos seus olhos tímidos contém o universo num malabarismo cósmico e seu segredo eletrônico silencioso, e ela sorri para quem compreende. E nesse momento há sempre um receio de que Deus se distraia. As tantas rotações da Terra fizeram o sol desbotar um pouco o mundo, mas minha alma encharca e permeia tudo como se fosse invisível...
Nossos passos continuam a girar o planeta em espiral infinito adentro, e a realidade não tem grandes lapsos nem permissões para que isso seja maior ou menor do que é.
Os primeiros átomos, as moléculas de hidrogênio e éter, nuvens de gás e pó, as primeiras estrelas, o Big Bang que explode ainda, e que um dia irá se apagar, o tempo, o espaço, as culturas, a história, uma folha ou uma bomba que cai, cada qual com o seu propósito, e a mecânica elementar da vida (e tudo é a vida), é compacta e absurda como os olhos de 5 sardinhas mortas embrulhadas no jornal de anteontem.
Vemos, sentimos, percebemos, sabemos e somos, de modo que tudo é real.
Mas quando a noite nos lembra que a vida dorme e a morte acorda, no desgaste dos corpos há um desbotar de cores, um abafar de vozes, e o drama de toda uma vida se recolhe como uma quieta implosão, como uma música que vai chegando ao fim, anunciando o perdão da matéria e o fim inevitável de tudo, e nos resta apenas esse rufar de tambores ao longe que vai desaparecendo aos poucos, que é o meu coração ligado a todos os corações, como uma rede neural de 7 bilhões de conexões pulsantes no córtex cerebral de um Deus que lentamente fecha seus olhos...
Aliso o plástico e sinto sua superfície deslizante, o papel, as funções pré-estabelecidas das coisas úteis e inuteis, sinto e ouço as moedas que balançam nos meus bolsos enquanto ando sob o sol que me circula e acaricia enquanto despeja minha sombra. Vejo e analiso o vai e vem das coisas e dos homens e tudo é demasiadamente compacto e pulsante, tudo são cores e sons, de modo que tudo é demasiadamente real, a buzina dos carros, o som que há fora e dentro de mim, as vitrines e a loucura estática das coisas, o cigarro e a fumaça na mão do motorista que aguarda o semáforo abrir, e em tudo há culpa, beleza e angustia. Erguem as mãos aos céus em louvor a nicotina, o açúcar, o álcool, o alumínio e a soda caustica. O suor escorre das têmporas do homem que caça o pão e o esquecimento de cada dia. E sei, por que dizem, dos milagres do mundo. Uma menina nasceu na Índia com 4 braços e 4 pernas. Um B 52 sub-sônico americano rasga os céus e dirige-se ao Oriente Médio. Aumenta a produção e o consumo de fluoxetina no mundo. ONU sugere dieta de insetos contra a fome. Em Israel descobriram uma piramide submarina. Britânicos começam evacuação da Líbia. Ocorreram 3 explosões solares em menos de 24 horas. Há 549.577 presidiários no país.... E há sobretudo em toda parte um eterno sussurrar de ventos e grandes nuvens, que talvez sejam os nossos mortos. E como tudo é milagre: uma senhora de óculos de graus de grandes lentes, lenço na cabeça, e rugas que lembram imagens do Grand Canyon capturadas a 500 metros de altitude pelo google earth, cujo rosto talvez seja o trecho desconhecido de um mundo repleto de raças, de guerras, e de credos, de injustiças e tardias redenções, embrulha peixes com o jornal de anteontem, onde uma das matérias fala sobre um homem de 35 anos que abriu-se para a morte pelos pulsos cortados. Uma outra, sem camisa exibe os seios murchos pelo paletó velho e sujo entreaberto, enquanto vocifera contra quem passa no terminal metropolitano "filho da puta", grita, enquanto pombas indecisas sobre o próximo passo, num momento de súbita espontaneidade levantam voo de curta distancia e pousam, e retomam a decidir com dificuldade o próximo passo. Um homem executa suas perversões sexuais planejadas durante a semana no trabalho, num comodo escuro, mas tem receio de que algum parente já falecido o esteja assistindo. Uma outra chora por amor na escadaria de um edifício, por onde a senhora com os peixes sobe, inabalável, ante o olhar de espanto e condolências de 5 sardinhas mortas, repletas de sentimento. Num poste o bêbado se agarra como quem agarra a própria vida, uma quantidade real e alarmante de sua bile começa a petrificar em sua calça e ao pé do poste, e sua função é servir de consolo para quem passa. O mundo acaba a todo instante e volta a se recompor no segundo seguinte. Uma criança em algum outro canto corre, e nos seus olhos tímidos contém o universo num malabarismo cósmico e seu segredo eletrônico silencioso, e ela sorri para quem compreende. E nesse momento há sempre um receio de que Deus se distraia. As tantas rotações da Terra fizeram o sol desbotar um pouco o mundo, mas minha alma encharca e permeia tudo como se fosse invisível...
Nossos passos continuam a girar o planeta em espiral infinito adentro, e a realidade não tem grandes lapsos nem permissões para que isso seja maior ou menor do que é.
Os primeiros átomos, as moléculas de hidrogênio e éter, nuvens de gás e pó, as primeiras estrelas, o Big Bang que explode ainda, e que um dia irá se apagar, o tempo, o espaço, as culturas, a história, uma folha ou uma bomba que cai, cada qual com o seu propósito, e a mecânica elementar da vida (e tudo é a vida), é compacta e absurda como os olhos de 5 sardinhas mortas embrulhadas no jornal de anteontem.
Vemos, sentimos, percebemos, sabemos e somos, de modo que tudo é real.
Mas quando a noite nos lembra que a vida dorme e a morte acorda, no desgaste dos corpos há um desbotar de cores, um abafar de vozes, e o drama de toda uma vida se recolhe como uma quieta implosão, como uma música que vai chegando ao fim, anunciando o perdão da matéria e o fim inevitável de tudo, e nos resta apenas esse rufar de tambores ao longe que vai desaparecendo aos poucos, que é o meu coração ligado a todos os corações, como uma rede neural de 7 bilhões de conexões pulsantes no córtex cerebral de um Deus que lentamente fecha seus olhos...
De tal modo que tudo é um sonho.
Holograma
O holograma no conjunto geral talvez não consiga trazer a tona todo o sentido daquilo que ele buscar significar, mas dentro de um angulo certo, uma luz certa, um momento de equilibrio perfeito pode fazer com que todo o significante atravesse camada por camada, luz por luz, num acréscimo de sentidos que vão se acumulando num movimento estático, numa desprezivel particula de segundo, num espanto, num assombro súbito, numa epifania: rápida e carregada de razão e leveza, como um espirro, como uma concepção, como a morte.
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