domingo, 29 de janeiro de 2012

Se Deus descansou no sétimo dia, o Diabo adiantou-se a inventar a Segunda-Feira.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Que saudade do absolutismo, pelo menos sabíamos de quem cortar a cabeça. De quem cortaremos agora? Ronald McDonald?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma vez poeta, poeta até morrer. De fome.

Perdão

Perdão pelo mal uso do fogo, do átomo, da água, da mulher, da matemática, da arte e do vosso santo nome que já não diz mais nada. Perdão pelo mal uso da minha esperança, tantas vezes mal direcionada para aquilo que eu não preciso e quero. E quero como se fosse a vida em si, como se fosse a Ti e a tua natureza mais intima e perdoe ainda mais quando não quero nada ou nada mais além do além vida sobre a vida que já nada sacia. Perdoe minha esperança atrofiada, meus braços cansados que largam a espada que cai no abismo, porque de tanto mal uso ao não querer nada e lutar sozinho, comigo mesmo, contra mim mesmo somado ao peso de tudo, deixei o mal digerir o mundo. E minha antiga luta, retrocedida agora, se parece como uma borboleta, pequena e frágil num banquete preparado para insaciáveis mariposas.
A minha delicadeza e o meu sacrifício é saber e calar.
Que venha o novo, daquilo que já existe o mundo está cheio.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012