quinta-feira, 1 de setembro de 2016

1 ano da Helena

Filhinha, há um ano você me deu a honra e a responsabilidade de poder ajudar a edificar uma mulher. E em um ano fez finalmente eu conseguir remover o passado e o futuro de mim e me sincronizar no presente, por que é preciso ficar atento sempre, a cada segundo, é preciso não esquecer cada minúsculo (e tudo ainda é tão minúsculo) detalhe seu, que muda tão pouco, mas muda tão rápido. 
Preciso me lembrar da forma que encaixamos nossos olhos pela primeira vez junto à janela, o jeitinho que você ficava quando te dava banho, a forma que você sorri quando eu invento uma forma de transcender o seu e o meu abecedário tão pobre para um sentimento tão vasto, a maneira que sua mãozinha foi ganhando vida até se transformar numa arma perigosa, a carinha que vc faz quando te canto Caetano, o trabalho que você me deu para que eu pudesse conquistá-la, esse cheirinho da sua pele que se parece muito com seu temperamento, doce e azedinho. E a forma que você adormece sobre meu braço, que também adormece, e seu sono me enche de alívio e saudade.
A forma que, por conta de tudo isso, você preencheu minha alma e meu corpo, com um medo terrível, que eu nunca tive da vida, e desenvolve aos poucos em mim, assim como você desenvolve, uma espécie nova de coragem.
Você nascer me fez lembrar algo que eu havia esquecido há muito tempo, me lembrou que eu te amava desde quanto eu tinha o seu tamanho.

Nenhum comentário: